Em dezembro de 2002, Porto Alegre se transformava no epicentro do pensamento humanitário e pacifista global, prestes a sediar o 3º Fórum Social Mundial. Foi nesse cenário de efervescência coletiva e busca por novos caminhos que nasceu o Hino Universal da Paz. Mais do que uma composição isolada, a obra foi registrada sob a bandeira do Domínio Público para romper barreiras geográficas e institucionais, entregando aos músicos do planeta uma plataforma livre de cooperação artística e união.
O nascimento do Hino Universal da Paz não partiu de uma encomenda política ou de um plano estratégico. Em uma manhã de novembro de 2002 — exatamente um mês antes do lançamento do Manifesto oficial e do início da maratona de estúdio —, Gendozen despertou com uma urgência criativa imensa, precisando registrar imediatamente o que chegava com muita rapidez em sua cabeça. Ainda na cama e meio dormindo, pediu que lhe entregassem apenas uma caneta e um caderno e começou a transcrever uma letra extensa, cujas palavras só pararam de jorrar quando a mensagem estava completamente concluída.
Inicialmente, o artista acreditou estar diante de um simples poema. No entanto, no dia seguinte, um forte insight revelou a real natureza daquela escrita: tratava-se de um hino. Naquele momento, ele ainda não tinha conhecimento de que o 3º Fórum Social Mundial seria realizado em Porto Alegre. Foi somente após um ou dois dias que Gendozen se deu conta de que a obra havia sido manifestada exatamente para aquele encontro global de ativistas e pacifistas.
Com o destino da obra traçado, iniciou-se uma verdadeira corrida contra o tempo: o artista tinha pouco mais de um mês para realizar os arranjos, criar a forma e o gabarito inovadores, recrutar os músicos e gravar a obra. Esse desafio esbarrava nas severas limitações tecnológicas do ano de 2003. Em uma época em que o computador de áudio digital ainda era uma novidade de mercado e possuía capacidades de processamento ínfimas se comparadas às atuais, realizar uma gravação daquela magnitude diretamente em um sistema puramente digital era considerado uma proeza técnica quase impossível.
Para erguer a complexa parede sonora da versão piloto do hino, operou-se uma engenharia de áudio inovadora para o período:
Embora os gravadores digitais em fita (ADAT) fossem os precursores e o padrão comum na indústria daquele período, o projeto abriu mão deles, sendo registrado e processado inteiramente dentro do computador.
Alcançou-se o feito absurdo de gerenciar e mixar mais de 150 canais de gravação simultâneos. Essa imensa arquitetura digital desafiava totalmente os limites de memória RAM e processamento das máquinas da época.
Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil, América do Sul, Terra, 04 de dezembro de 2002.
O HINO UNIVERSAL DA PAZ é um modelo (gabarito) que serve para guiar outros músicos para que possam criar futuras versões do mesmo hino. Ele é estruturado através de uma correspondência entre a letra da música e a sua respectiva Região.
O objetivo central é aproximar os povos através da sintonia gerada pela música, criando um intercâmbio que vai além das barreiras impostas por diferenças políticas (fronteiras, bandeiras, continentes), sociais, religiosas, raciais, sexuais ou econômicas.
Ao criar uma nova versão do Hino, o arranjo musical deverá manter a letra original (que poderá ser traduzida). Poderá manter ou recriar as melodias. O arranjador deverá escolher um estilo musical que represente cada região e terá a difícil tarefa de passar de uma região para a outra com fluidez e sem truncar a música.
Quando alguém escutar um hino feito em um lugar distante, saberá exatamente como as pessoas de lá o veem e vice-versa.
A tabela a seguir demonstra o gabarito do hino e as escolhas que Gendozen fez na sua versão piloto de 2002.
| Região e Letra (não pode mexer) |
Ritmo/estilo escolhido por Gendozen (Livre Escolha) |
| OCEANIA Na noite escura, Anjos de luz, Descem dos céus, E mostram o caminho... |
TRIBAL, ABORÍGENE |
| EUROPA Para desarmar o mundo, Desarme seu coração. Se não der pra desarmar, Pense na paz. |
CANTO LÍRICO |
| GLOBAL Para salvar o mundo, Salve seu coração. Se não dá pra mudar, Pelo menos queira. |
RAP |
| LOCAL ATUAL Para alimentar o mundo, Coma feijão. Para aliviar o mundo, Descanse. |
MILONGA |
| AMÉRICA CENTRAL Para curar o mundo, Purifique-se. Para salvar o mundo, Reze. |
REGGAE |
| LOCAL PRIMITIVA Para igualar as raças, Pinte-se. Para salvar as crianças, Brinque. |
ÍNDIOS KAINGANG |
| UNIVERSO Multiplique-se no ar... O PENSAMENTO É ENERGIA, QUEM PENSA DEVE MUDAR. A PAZ NÃO É UTOPIA, HOJE VAI SER OUTRO DIA. |
CANÇÃO |
| AMÉRICA DO NORTE Para salvar as baleias, Nade. Para findar os transgênicos, Seja você mesmo. |
BLUES |
| AMÉRICA DO SUL Para muitos aquecer, Poucos há que não ser. Para todos aquecer, Use a chama do querer. |
RITMO ANDINO |
| ORIENTE MÉDIO Para acabar com a ganância, Muita alegria. Só o vulcão lava, Sem revolta, sem espada. |
FLAMENCO |
| UNIVERSO Multiplique-se no ar... O PENSAMENTO É ENERGIA, QUEM PENSA DEVE MUDAR. A PAZ NÃO É UTOPIA, HOJE VAI SER OUTRO DIA. |
CANÇÃO |
| NACIONAL Para dar esperança, Sinta-se vivo. Para convencer, Use o silêncio. |
SAMBA CANÇÃO |
| ÁSIA Para agradecer, fogos de artifício. Para criticar, Olhos nos olhos. |
MÚSICA CHINESA |
| ÁFRICA Para elogiar, Palavras ao vento. Para iluminar, Procure enxergar. Para conquistar, Não saia do lugar. |
TRIBAL |
| UNIVERSO Multiplique-se no ar... O PENSAMENTO É ENERGIA, QUEM PENSA DEVE MUDAR. A PAZ NÃO É UTOPIA, HOJE VAI SER OUTRO DIA. |
CANÇÃO |
04/12/2002
A jornada ganha vida no estúdio. A soprano Anabel Alzaibar entra na cabine e grava sua participação para a Região Europa.
06 a 08/12/2002
Gendozen viaja para o Uruguai (Termas de Dayman) com o objetivo de recarregar as energias para a imensa maratona técnica que estava por vir.
10/12/2002
O movimento das periferias se conecta ao projeto. Nitro G. traz os primeiros arranjos e a base do Hip-hop para o estúdio.
11/12/2002
Edu Natureza grava uma textura marcante na primeira volta do Refrão. No mesmo dia, Maria Luiza Benites entoa sua voz na Região América do Sul, grava os tambores indígenas para a Região Primitiva e realiza um ritual Xamânico de limpeza energética no estúdio, equilibrando o ambiente de gravação.
12/12/2002
A diversidade se expande. O Grupo Brasil Andino grava as flautas (Queñas e Samponhas) e o Charango para representar a América do Sul. O Produto Nacional confirma sua sessão de estúdio e Juarez, do Coral CECUNE, retira as partituras para iniciar os ensaios da Região África. O Grupo Status agenda suas vozes.
13/12/2002
O Produto Nacional entra em estúdio e registra a base da Região América Central (Bateria, Trompetes, Flueguelhorne, Guitarra e Voz). César Dorfman imprime suas digitais nas teclas do clássico sintetizador Korg 01w no Refrão. Luis Carlos Borges comparece ao estúdio, mas, por um mal-entendido, deixa seu acordeom em casa. Acreditando que gravaria apenas vozes, prometeu retornar na semana seguinte.
16/12/2002
O tenor Gilberto Chaves grava, formando um imponente duo com Anabel Alzaibar na Região Europa. O Grupo Status comparece em peso e registra seus arranjos vocais no Refrão.
17/12/2002
Paulo Romeu (Odomodê) traz o pulsar da África com os tambores Djembé (Senegal) e Malaio (África do Sul). Carlinhos Santos agenda suas percussões nacionais para fazer cama ao piano de Geraldo Flach. De surpresa, o rapper Baze, do grupo Da Guedes, cola no estúdio e joga suas rimas no Hip-hop da Região Global.
18/12/2002
O Coral Municipal de Alvorada confirma presença. O estúdio ferve com colagens complexas no Hip-hop e na Região Oceania. A marca histórica de 50 canais gravados simultâneos é superada.
20/12/2002
Nei Santos (Charuto) traz o molho cubano para a Região Nacional. É criada uma colagem audaciosa na Região Oceania: uma fusão experimental entre o Didgeridoo (flauta aborígene), ruídos urbanos colhidos de um filme exibido no Largo Glênio Peres e os gritos característicos dos verdureiros do Mercado Público de Porto Alegre.
24/12/2002
Em plena véspera de Natal, grandes confirmações e agendas são fechadas para o recomeço imediato dos trabalhos: Bebeto Alves, Luis Carlos Borges, Jorge Cidade, Isnard, Ângela Jobim, Ivone Pacheco e Renato Borghetti garantem presença.
26/12/2002
O estúdio reabre com força máxima. Bebeto Alves grava suas vozes no Refrão. Carlinhos Santos e Luis Carlos Borges registram suas partes na Região Nacional e na Região Local Atual, respectivamente. Glênio Fagundes confirma sua voz.
27/12/2002
Jorge Cidade e Isnard gravam suas últimas linhas, fechando com chave de ouro a participação do Produto Nacional na América Central. A consagrada Ângela Jobim registra sua voz na Região Nacional.
28/12/2002
A tradição gaúcha se faz presente: Glênio Fagundes grava sua voz marcante na Milonga, consolidando a Região Local Atual.
02/01/2003
O ano começa imponente. O Coral do CECUNE (Centro Ecumênico de Cultura Negra) lota o estúdio com mais de 20 vozes para erguer a Região África. Solon Fishbone destila sua guitarra virtuosa, dando uma cara nova para a América do Norte, enquanto Márcio Ibanez adiciona o balanço do cavaquinho na parte Nacional.
03/01/2003
Richard Emunds entra em estúdio e registra suas contribuições.
05/01/2003
MC Flor do Guetto acrescenta os backings vocais no bloco de Hip-hop. Fernando de Marília (violão e voz) e Zé Blanco (flauta transversal) costuram a atmosfera mística do Oriente Médio. Geraldo Muller opera uma percussão rica e versátil: grava washboard (tábua de lavar) no Blues da América do Norte, além de pandeiros na Região Nacional e no Oriente Médio.
06/01/2003
Girozinho registra o molho do tamborim na parte Nacional. Telmo Martins entra na cabine e multiplica sua voz para o segundo Refrão, enquanto Nicolau Richter entoa as melodias clássicas de seu violino na Região Europa.
07/01/2003
O lendário guitarreiro Luis Vagner ajuda a swingar a bossa nova na Região Nacional. Renato Borghetti entra em estúdio e completa um duo memorável de gaitas ao lado de Luis Carlos Borges, servindo de base para a voz de Glênio Fagundes. Luis André (Regente do coral do CECUNE) assume o piano na Região África e Nina Fola enriquece os ritmos africanos com o peso de seus tambores e percussões.
08/01/2003
Frank Solari inicia os registros de suas guitarras virtuosas para o Refrão diretamente em seu estúdio privado. Mário Marmontel sopra sua flauta na Região Nacional, Ivone Pacheco cria o clima jazzístico no Blues da América do Norte e Fernando do Ó adiciona o molho da cuíca na parte Nacional.
09/01/2003
O peso do Rap gaúcho se impõe: Base, Xis e Deeley (Da Guedes) colam no estúdio e "matam a pau" em suas rimas. A soprano Norma Hummes brilha com seu canto lírico na Região Ásia e o mestre Giba Giba traz o peso ancestral do Sopapo para a Região Nacional.
10/01/2003
Gendozen faz uma imersão étnica e viaja até a casa da índia Gârén (cujo nome significa SOL E TERRA no idioma KAIGANG), onde gravam de forma orgânica as vozes sagradas para a Região Local Primitiva.
11/01/2003
Duas grandes referências, Gelson Oliveira e Nelson Coelho de Castro, gravam suas vozes no primeiro Refrão. No mesmo dia, abrem-se as gravações comunitárias: 26 pessoas da comunidade colam para soltar a voz no coro. Para fechar o dia, Ernesto Fagundes dita o ritmo tocando seu bombo leguero na Milonga da Região Local Atual.
12/01/2003
Mais 10 cantores gravam o refrão. A mixagem final é programada para o dia 18 e a equipe prepara um link com fotos dos bastidores. Tagori assume os vocais principais e canta o Blues que ilustra a Região América do Norte. James Liberato cola na sequência e desenha as linhas de baixo da mesma faixa.
13/01/2003
A reta final ganha tração massiva. Mais de 30 pessoas dividem os microfones no Refrão. O guitarrista Frank Solari entrega o CD com seus solos gravados, integrando agora a Região Oceania, e Gil Soul, renomado cantor e percussionista baiano, adiciona suas vozes na Região Local Atual.
14/01/2003
Jorge Foques quebra barreiras linguísticas e grava a icônica frase "Eis o século da paz" em japonês para a Região Ásia. O estúdio encerra oficialmente as sessões de captação. A imensa parede de mais de 150 canais começa a ser equilibrada, exigindo um trabalho hercúleo de mixagem para equalizar a monumental massa sonora de vozes e instrumentos. No mesmo dia, um convite geral é feito: a Rede Globo agenda uma matéria de cobertura nacional dentro do estúdio (Rua Aurélio Porto, 143 - Partenon) com todos os músicos participantes.
15/01/2003
A soprano Norma Hummes retorna ao estúdio logo pela manhã para refazer e detalhar suas linhas melódicas na Região Ásia, garantindo a perfeição técnica.
16/01/2003 (A Vitória)
O relógio marca exatamente 22h30. Após uma jornada épica e ininterrupta de engenharia e união humana, o CD Master está oficialmente pronto e finalizado. O próximo passo é rodar as 300 cópias físicas que serão distribuídas para dar ressonância internacional ao projeto dentro dos marcos do Fórum Social Mundial. A alegria é coletiva e histórica.
A gravação do Hino Universal da Paz representou uma mobilização comunitária e independente sem precedentes no Sul do país, unindo voluntariamente cerca de 250 participantes diretos e indiretos sob a regência e direção geral de Gendozen.
Letra A: Alexandre Franco Nunes, Alexandre Ricoi (Da Guedes), Álvaro Vilaverde, André Nascimento, Andréa Simão, Ângela Jobim, Ângela dos Santos, Ângelo Foreste, Anabel Alzaibar, Andy Linno (Bandeira Preta), Antonio Carlos Pires, Arlete Rybu.
Letra B: Bebeto Alves, Beleza, Bianca Fachel, Bibiana Ferle Scarrone, Bruna C. Moraes.
Letra C: Camila Paes, Carla Fernandes, Carla Knijnik, Carlinhos Santos, Carlos Azevedo (verdureiro), Caroline S. Guimarães, César Dorfman, Claudio Amaro, Cinthia Biazus Camboim, Corine Ungaretti, Costa Lima, Cristiane Pedroso Antunes.
Letra D: Daniel Torres, Danni D. K., Darlon Antonio Arruda, Deco Lopes, Diva Camino Feltes, Dulcimarta Lino (Jazzler).
Letra E: Edi, Edson Walter, Edson Vieira, Edu Natureza, Elder Franco Nunes, Eliane Beatriz N. Fraga, Eliane S. Guimarães, Eneida Angelin Costa, Ernesto Fagundes.
Letra F: Fabian, Fabinha, Fabinho, Fabiano Mesquita Padão, Fernanda Fraga Diskin, Fernando de Marília, Fernando do Ó, Frank Solari.
Letra G: Gabriel (Expresso Tchê), Gârén (Etnia Kaigang), Gendozen, Geraldo Muller, Geraldo Silva, Gelson Oliveira, Giba Giba, Gil Soul (Baiano), Gilberto Chaves, Gilberto Costa, Girozinho, Glênio Fagundes, Glorinha, Glória.
Letras H-I-J: Hilário, Isnard Prates, Ita, Itóka, Ivone Pacheco, James Liberato, João Antônio, Jorge Cidade, Jorge Foques.
Letra L: Letiere Longarai (Anjos Quase Infernais), Licinha, Liliane, Liselote F. Scarrone, Lúdi, Luis André, Luis Carlos Borges, Luis Vagner, Luiza Caspary.
Letra M: MC Flor do Guetto, Magrão, Marcello Andrade (Trilhos Urbanos), Márcia Caspary, Márcio Ibanez (Grupo Gana), Maria Luiza Benites, Maria Lúcia, Mariana Fraga Diskin (Produto Nacional), Marisa Ansolin, Mário Barros, Mário Marmontel, Marta H. Biazus Camboim, Mateus Dalponte, Matias Fröalich, Miriam Campos, Miriam Deniz Machado, Mônica Tomasi.
Letras N-O-P: Nelson Coelho de Castro, Neyde Ducatti, Nei Santos (Charuto), Nicolau Richter, Nina Fola, Nitro G., Norma Hummes, Paulo Dionísio, Paulo Romeu (Odomodê).
Letras R-S-T-V-Z: Renato Borghetti, Renato, Richard Emunds, Roberto Garcia (Anjos Quase Infernais), Rodrigo Rodrigues (Arawak), Romina, Rosana Antunes, Sílvia Karppss, Solange T. C. V. de Freitas, Solon Fishbone, Stephanie Fraga Diskin, Suzana Albracht, Suzana, Tagori, Telmo Martins, Teodora Martins, Thaís Rosa, Valéria Bueno, Vera Fabanelli, Victor Hugo, Zé Blanco, Zé Caradípia.
🔹 Da Guedes (Integrantes: Alexandre Base, Dj. Deelay, Alexandre Ricoi)
🔹 Produto Nacional (Integrantes principais)
🔹 Grupo Brasil Andino (Antigo grupo Sykuris)
🔹 Grupo Status
🔹 Anjos Quase Infernais
🔹 Bandeira Preta / Jazzler / Arawak / Trilhos Urbanos
🔹 Coral da OSPA (Integrantes participantes)
🔹 Coral da UFRGS (Corpo vocal integrado)
🔹 Coral do CECUNE (Centro Ecumênico de Cultura Negra - Mais de 20 vozes)
🔹 Coral do SECCOI (Mobilização integral das frentes vocais)
🔹 Coral Vivace / Coral Cientec / Coral Municipal de Alvorada
🔹 Direção Geral e Concepção: Gendozen
🔹 Pesquisa Musical: Ricardo Barão
🔹 Operação e Engenharia de Áudio: Luis C. J. Alves
🔹 Suporte Operacional de Áudio: Elis (Radioativa Produtora de Áudio - Agenda de Músicos)
🔹 Assessoria de Imprensa e Divulgação: Sílvia Abreu, Eneida A. Costa
🔹 Articulação e Relações Culturais: Jorge Herrmann (Contato e ponte com a comunidade Kaigang)
🔹 Traduções Internacionais: Jaime Ungaretti (Português-Inglês), Ella Moskovics de Milner (Português-Espanhol)
🔹 Assistência de Produção e Logística: Magda Nachtigall (Assistente de produção), Cândida Fabrini (Transporte)
🔹 Apoio Institucional e Moral: Paulo Zornitta
Apresentado originalmente durante os marcos do Fórum Social Mundial de 2003, o hino cumpriu com maestria o seu papel de emocionar e unificar delegações internacionais. Décadas após a sua histórica gravação física, a obra foi resgatada diretamente de seus arquivos originais. No ano de 2021, o trabalho passou por um processo completo de digitalização, sendo disponibilizado na íntegra em todas as plataformas globais de streaming, garantindo que a mensagem de paz e a impressionante execução técnica de Gendozen continuem acessíveis para as novas gerações.